O Médico de Família no Hospital.
A Medlar proporciona, através da medicina de família no hospital:
- Diminuição do tempo de internação pela agilidade diagnóstica e habilidade em negociar altas hospitalares
- Diminuição de custo durante internação
- Proporcionar a presença da família durante a maior parte do tempo com o doente e encaminhamento para UTI em condições clinicas bem estabelecidas
- Trabalhar em harmonia com outros profissionais e especialistas medicas
- Prevenir re-internações
- Satisfação do doente e da família com medicina humanizada e integral.
A abordagem da Medicina de Família ao paciente internado busca resultados satisfatórios para a empresa que contrata, para a família e, principalmente, para o paciente.
As habilidades do medico de família que lhe permitem responsabilizar-se pelo paciente no contexto hospitalar e contribuem para a coordenação dos cuidados e uma maior qualidade no atendimento são:
- Auxílio na comunicação entre médicos especialistas, outros profissionais envolvidos no cuidado e familiares (entre eles e entre si).
“Os médicos não se conversam..”
“A diferença nesta equipe que esta no hospital é porque vocês sorriem”
- Adaptação a diferentes contextos e cenários de prática: facilita e se responsabiliza pela continuidade do cuidado e integração das condutas nas transições entre ambientes. Exemplos disso são a manutenção da continuidade da prescrição entre a UTI e a enfermaria, facilitação da alta hospitalar para casa de cuidados e contatos telefônicos com os colegas do pronto-socorro para melhor elucidação do histórico clínico na entrada do paciente.
“Faz toda a diferença na UTI quando o médico do doente vem passar o caso com todo o histórico do doente... vocês sempre fazem isto.”
-Negociação para alta: identificação dos motivos de dificuldades não clínicas para a alta hospitalar (insegurança psicológica dos pacientes ou familiares, problemas sociais e financeiros etc.) e auxilio das famílias na adaptação à nova condição do paciente crônico.
“Vamos ajudá-la a levar seu pai para casa. A alimentação será por esta sonda durante algum tempo. Vamos treinar aqui no hospital como se faz? E disponibilizaremos um telefone celular para a senhora falar com o médico caso tenha dúvidas.
A facilidade de comunicação com todos os profissionais envolvidos no cuidado e a habilidade de negociação da alta hospitalar resultou, por solicitação da diretoria técnica de um dos hospitais, em um programa de gerenciamento de pacientes de internação prolongada, no qual os médicos de família coordenam os especialistas na discussão dos casos dos pacientes com mais de 20 dias de internação, auxiliando na identificação de motivos e possíveis soluções para as altas hospitalares.
O médico de família é habituado a prestar cuidados longitudinais, com enfoque na pessoa em vez de verticais sobre órgãos, sistemas ou doenças. Assim adapta a linguagem técnica de maneira a torná-la acessível ao paciente e familiar, melhorando seu nível de informação e reduzindo a ansiedade causada pelo episódio da internação. Ele acompanha os pacientes mesmo que não tenha um diagnóstico fisiopatológico definido e comunica-se com eles muitas vezes sem mencionar nomes de doenças, mas mesmo assim transmitindo as informações que eles desejam.6
“Ainda não sabemos exatamente o que o seu filho tem. Mas pode ficar tranqüila. Posso garantir que, apesar de incômoda, essa dor de cabeça não é grave.”
Essas habilidades acabam por colaborar para a prevenção, o gerenciamento e (muitas vezes) a resolução de conflitos de relacionamento que podem ser altamente deletérios para o cuidado.
Elas também contribuem para um ambiente onde se tem mais tranqüilidade para a ponderação do uso de recursos diagnósticos e terapêuticos desnecessários ou ineficazes. Isso fica bastante evidente, por exemplo, na prestação de Cuidados Paliativos, em que é necessária uma mudança de prioridades: deixa-se de buscar a sobrevida a todo custo e prioriza-se a qualidade de vida proporcionada pelos recursos tecnológicos utilizados. Isso evita ações tais como intubações orotraqueais ou administração de antibióticos quando já não há mais possibilidades terapêuticas
Outra oportunidade de se oferecer conforto ao doente enquanto internado é o cuidado na aplicação de intervenções muito distantes da realidade doméstica do doente. Glicemias capilares em excesso, uso de medicações endovenosas quando há a possibilidade por sonda nasoenteral ou cuidados rotineiros de enfermagem sem indicação clinica
Exemplo de prescrição da medicina de família ao paciente crônico (ver em anexo)
Muitos pacientes internados para investigação diagnostica podem ter esse processo realizado ambulatorialmente se tiverem segurança da continuidade no acompanhamento .16
Referências Bibliográficas
Levites, MR; Mônaco CF; Lomelino S; Miyagi MM. Long stay patients in a tertiary hospital in São Paulo, Brazil. Is this trend reversible? The Network: TUFH Conference, Bogotá, 2008.
Payne SMC. Identifying and managing inappropriate hospital utilization: a policy synthesis. Health Serv Res 1987; 22: 709-769.\
Lang T, Liberti A, Tampieri A. A European version of the Appropriateness Evaluati. Internacional Journal of technologu Assessment in Health Care 1999; 15(1): 185-197.
Levites MR, Janaudis MA, Moreto G, Roncoletta AFT, Albuquerque I, Blasco PG.
Procurando a Excelência na Formação dos Médicos de Família: O Programa Fitness,
uma experiência inovadora. Arch Med Fam, México, v. 8, p. 83-96, 2006.
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